Boas-vindas

Caro visitante,
A proposta do Blog da Governança é estimular o livre debate em torno de tópicos atuais relacionados com o tema Governança Corporativa.
Fiel ao compromisso com a transparência, o espaço pretende também funcionar como um fórum de estímulo ao ativismo societário (ou ativismo participativo), com foco na regulação para as empresas de capital aberto.

1 de dezembro de 2018

Acordo de “saliência” da CCR: quem autorizou pagar propinas milionárias?



Fez saliência? Faz um acordinho com o MP e fica tudo bem?


Mas os responsáveis vão continuar na empresa? Ou serão “demitidos” com um belo bônus no bolso, livres para atuarem em outras SAs? Devolverão os bônus recebidos no período de resultados turbinados pela “ajudinha” de políticos corruptos?

A pergunta de R$ 81,5 milhões? Quem autorizou pagar propinas milionárias?

O ex CEO, um iluminado que agia sozinho?

O conselho de administração mandou praticar o malfeito?

Ou o conselho autorizou verbalmente, a partir de uma proposta do CEO?

Todos os conselheiros ou somente alguns participaram do conluio?

Ou será que ocorreu uma ligação direta entre acionistas controladores e executivos, estilo banqueiro baiano em empresa de telecomunicações?

Vencida uma etapa na esfera criminal com o acordo do MP, a bola está com a CVM (processo SP-2018/83 – processo eletrônico nº 19957.001586/2018-96), já que o artigo 154 da Lei 6404 é mais claro que empurrão no goleiro do Botafogo em final de campeonato brasileiro: alguém, um CPF tem que ser responsabilizado e não pode ser de um gerente de 3º escalão, um imbecil voluntarioso capaz de ludibriar todos os controles internos de uma empresa com grau de aderência ao Código Brasileiro de Governança de 71,15%.

A empresa fez acordo, todos os acionistas pagaram a conta, incluindo os otários dos minoritários, mas os agentes responsáveis pela formação da grande quadrilha corporativa não podem continuar atuando em empresas listadas, a praia da CVM... Inabilitação de 20 anos é o que se espera para essa turma, longe de empresas listadas, plantando batatas em Botucatu ou criando boi gordo em Paracatu.

Por essa e outras defendo a troca regular dos CEOs, como acontece com as auditorias externas: CEO tem que ter prazo de validade. Tempo demais na função cria uma sensação de confiança que não deveria existir, pois leva ao relaxamento dos controles... Quando o CEO vira amigo de buracos de golfe do Presidente do Conselho, é convidado para padrinho de casamento de uma filha ou os dois singram em veleiros de 56 pés os mares de Angra temos o caos instaurado.... Taí o Carlinhos “Gosth” como prova viva.

Abraços a todos,
Renato Chaves

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Caro visitante, apesar da ferramenta de postagem permitir o perfil "comentário anônimo", o ideal é que seja feita a identificação pelo menos com o 1º nome. A postagem não é automática, pois é feita uma avaliação para evitar spams. Agradeço desde já a sua compreensão.