Remuneração de executivos: a farra continua.
A matéria da jornalista Bruna Maia revela um dos aspectos do estudo que faço anualmente com os formulários de referência depositados na CVM: o abismo entre a maior remuneração e o salário médio nas empresas que compõem o Ibovespa ( https://capitalreset.uol.com.br/empresas/companhias-abertas/como-empresas-explicam-o-ceo-ganhar-400-vezes-mais-que-os-funcionarios/?utm_source=whatsapp&utm_medium=referral&utm_campaign=share_alongside ). Nesse estudo procuro consolidar as informações dos formulários de referência, permitindo assim que investidores possam avaliar o posicionamento da empresa investida. Um exemplo: o CEO da B3 ganhou R$ 47 milhões em 2025; o CEO da PRIO colocou no bolso quase R$ 69 milhões... R$ 47 milhões é pouco ou é muito? Esses valores não dizem nada se não forem contextualizados. Se eu falar para vocês que a média paga aos CEOs de empresas com faturamento semelhante (nesse caso entre R$ 10 e 30 bilhões) foi de R$ 17 milhões certamente os investidores tentarão e...