CVM cede à pressão e derruba obrigatoriedade de reportes de sustentabilidade.


Essa foi a manchete da coluna da jornalista Thais Folego no RESET, que traduz perfeitamente o jogo de forças no nosso mercado de capitais: quem manda é a Abrasca (https://capitalreset.uol.com.br/empresas/companhias-abertas/cvm-cede-a-pressao-e-derruba-obrigatoriedade-de-reportes-de-sustentabilidade/).

Pois é, quando afirmo que o Colegiado da CVM funciona como um puxadinho dos grandes escritórios de advocacia não estou exagerando.

Não é de se estranhar que a poderosa associação de empresas abertas tem uma grande quantidade de escritórios de advocacia como associados, pois é nesse fórum que se decide a regulação do mercado de capitais (ou seria falta de regulação?). Chega a ser hilário: associação de empresas abertas tem como associadas as estruturas mais “fechadas” do nosso mercado – os escritórios de advocacia, sob a proteção do sigilo divino “advogado/cliente”.

Quem defende o recuo do Xerife evoca a necessária redução de custos. Conversa para boi dormir, basta reter 2% da remuneração anual do CEO que paga toda a área de sustentabilidade e sobra troco.

E ainda tem a cara de pau de afirmar que agora vai valer a adesão voluntária. Sinceramente, vocês acreditam que as pessoas estariam usando cinto de segurança se fosse por adesão voluntária?

Parece que a reação começou, sob liderança da dupla Anbima/Febraban (https://capitalreset.uol.com.br/regulacao/mercado-se-une-e-pressiona-cvm-a-rever-recuo-em-reportes/). Será que vai funcionar?

Abraços fraternos,

Renato Chaves

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