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29 de outubro de 2022

Ser ativista de GC não é difícil.

 

Mas também não é fácil.


Para começar a palavra “ativista” causa arrepios em alguns executivos/acionistas controladores.


No webcast promovido pela EY no dia 19/10 (disponível no link https://www.ey.com/pt_br/webcasts/2022/10/board-series-governanca-corporativa-e-ativismo-de-investidores), procurei transmitir um pouco da minha experiência como um nano-investidor em grandes empresas.


1ª observação: não precisa se acionista para denunciar práticas “não republicanas” de acionistas controladores ou de Administradores. Basta fazer um cadastro no site da CVM com seu CPF, elaborar um texto explicativo (não precisa de advogado) e cadastrar a sua reclamação ou denúncia.


2ª observação: com meia dúzia de ações adquiridas no mercado fracionário, um investimento de pouco mais de R$ 100,00 por empresa (o valor mínimo depende da corretora usada para a aquisição dos papéis – algumas não trabalham com mercado fracionário), você poderá participar ativamente das assembleias de acionistas. Ninguém, nem mesmo o todo poderoso advogado externo figurão contratado a peso de ouro para comandar o conclave, poderá impedi-lo de falar. Não espere muita receptividade por parte dos Administradores, pois é comum as companhias apelarem para a contratação de carrancudos advogados externos; assim conselheiros e executivos não “sujam as mãos” caso a assembleia seja “polêmica”.


Para os que criticam esse tipo de comportamento sempre gosto de lembrar o caso dos fundos de pensão de entidades religiosas na assembleia da GE do ano de 2002, que apresentaram para votação uma “quixotesca” provocação sobre a emissão de gases e o conceito de eficiência energética. A tal “provocação”, mesmo derrotada na Assembleia, resultou na criação do projeto “Ecomagination”, com receitas de US$ 10 bilhões em 5 anos (exemplo apresentado no livro “The New Capitalists – How citizen investors are reshaping the corporate agenda” – de Stephen Davis, Jon Lukomnik e David Pitt-Watson – Harvard Business School Press).


Abraços fraternos,

Renato Chaves 

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