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9 de outubro de 2021

Quem vai tirar Zuckerberg do comando: os acionistas ou a Justiça.

 


O fato ocorrido na semana que passou me leva a refletir: e se fosse no Brasil? Como se tira um CEO que controla a Cia. com suas “ON gordas” (ações com voto plural)?


As acusações feita por uma ex funcionária do Facebook são gravíssimas e podem fazer o império desmoronar (https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2021/10/05/facebook-precisa-declarar-falencia-moral-diz-ex-diretora-no-senado-dos-eua.htm). Será?


Grandes acionistas, daqueles que apregoam aos 4 ventos que adotam o padrão ESG para selecionar investimentos, tomarão a iniciativa de derrubar o menino prodígio? Mas como? No voto é que não é, já que por lá o voto plural faz com que esses gestores gigantes, que chegam a gerir vários bilhões de dólares, mais pareçam gatinhos inofensivos.


Bem que os acionistas tentam (https://www.tecmundo.com.br/redes-sociais/142146-acionistas-independentes-querem-zuckerberg-fora-presidencia-facebook.htm), mas aposto minhas fichas nos “Chucks Rhoades” de lá (leia-se Departamento de Justiça dos EUA – o DoJ), ou seja, é mais fácil Zuckinho ir em cana do que perder o comando do império.


Agora imaginem, só imaginem uma situação dessas aqui no Brasil: pizza com o xerife, já que os terminhos de compromisso servem para isso, pizza na Justiça, como uma delação premiada aqui e outra acolá. E os grandes investidores daqui, assim como os de lá, estão mais interessados em rentabilidade. Dane-se o “E”, o “S” e o “G, já que continuam investindo em empresas que tem suas demonstrações financeiras maculadas pelo tema corrupção, como CCR (parecer do auditor externo KPMG com ressalva), JBS (parecer do auditor Grant Thornton trata o tema como PAA-principais assuntos de auditoria), Braskem (parecer do auditor Grant Thornton com parágrafo de ênfase) e Hypera (parecer do auditor PwC trata o tema como PAA).


Abraços fraternos,

Renato Chaves

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