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29 de novembro de 2019

O caso da petroquímica corruptora: em terra de eteno, propeno e benzeno ninguém sabe de nada.


Uma grande empresa, listada na B3, corrompe agentes públicos livremente durante anos e o que acontece? 

Deu na imprensa: o ex CEO, agora preso nos EUA, não sofreu qualquer punição do nosso querido xerife, nem um processo, nadinha, nadinha... continua habilitado para atuar como administrador de empresa listada (leia a matéria da jornalista Bruna Narcizo no link https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2019/11/lava-jato-sabia-desde-2016-de-acusacao-que-levou-ex-braskem-a-prisao-nos-eua.shtml).

Como “empresa” tem não vontade própria podemos imaginar as seguintes opções de “modus operandi” da quadrilha:

(a)       O acionista controlador, mais fedido que pastor alemão molhado em dia de chuva, corrupto até o último fio de cabelo, “orientou” os diretores da Cia. a praticarem maus feitos. Os conselheiros de administração não sabiam de nada, exceto os eleitos pelo príncipe-bom-baiano morador do luxuoso Jardim Pignatari (e presidente do Conselho). Para esses executivos, regiamente remunerados, vale a expressão “missão dada, missão cumprida” >> opção com 99,9% de probabilidade;
(b)      O plano diabólico foi elaborado pelo maquiavélico CEO (agora preso no hemisfério norte em pleno inverno* !!!), sem conhecimento dos acionistas controladores e do sonolento conselho de administração. Em uma empresa sem controles isso seria até possível, mas em terra de empresa controlada pelo príncipe baiano isso é impensável, está tudo na planilha >> 0,1% de probabilidade.


Eis que o “nano-acionista-ativista” que digita estas tortas linhas solicitou em 15/12/2017 (vai fazer aniversário de novo !!!) a abertura de processo para apuração de “eventual responsabilidade
dos Administradores da Cia. pelo uso de recursos da Cia. no oferecimento de vantagens indevidas a agentes públicos, em afronta à Lei nº 12.846. Tal apuração se faz necessária no âmbito da CVM pelo fato da Cia ter assinado inúmeros acordos de leniência com o Ministério Público Federal e autoridades estrangeiras para encerramento de processos nas esferas cível e criminal, sem que a conduta desses Administradores, verdadeiros responsáveis pelos citados pagamentos, tenha sido devidamente avaliada à luz da Lei 6404/76.”

A resposta do xerife foi burocrática, informando que o DRI da Cia foi acionado para prestar “esclarecimentos” e que a empresa teria 15 dias para a resposta. Tem digital na cena do crime, assinatura em papeis, planilhas repleta de apelidos, lama no sapato, mas tem que perguntar para o DRI se ele, como um atento mordomo, sabe quem matou Odete Roitman... Me poupem.

Como diria Caetano, temos que purificar o Subaé, mandar os malditos embora. Penso que no âmbito do mercado de capitais a inabilitação dessa turma é a solução !!!

Abraços a todos,
Renato Chaves

* Nota: o inverno só começa oficialmente em 22/12, mas vi tanta neve no noticiário da TV que escrevi na empolgação... (02/12 às 21h55)

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