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8 de fevereiro de 2019

Rasguem os estatutos sociais: o que vale por aqui é a leitura poética das leis.



Vale até cobrar pelo uso do nome da família... que diferença isso faz na produção? Muda o nome para Klabex e manda a família viver de dividendos, como os demais acionistas. O século 19 já era Dolores.

Tem rompimento de contrato de longo prazo firmado com empresa que foi criada para capturar valor não “percebido pelos investidores”... Esqueçam o que foi dito (tem gente que gravou a áudio conferência...) e escrito, com um sorriso nos lábios.

Quem não lembra da GVT, operação que rendeu poucas e boas na CVM? Esse setor de telefonia sempre rendeu fortes emoções...

E o pagamento milionário para comprar a fidelidade do super-executivo Júnior?

Incorporação suspeita de incorporadora imobiliária? Nós temos aqui também...

Tem fusão de empresas de papel só no papel, deixando minoritários sem alternativa.

Tem operação criativa de empresa de shopping, e não é liquidação de lápis vermelho – eita mercadinho difícil esse...

E por fim, o supra sumo da desfaçatez, a aquisição de controle da líder mundial do mercado de avião regional pela gigante norte-americana, atropelando o estatuto social da Cia. (estatuto com letra minúscula mesmo), chamando a obscura operação pelo pomposo nome de “parceria estratégica”. Será que o conselho de administração vai ter a coragem de aparecer na assembleia do dia 26/2? Ou vai fazer aquilo que 99% dos conselhos fazem – contratar um advogado figurão (se não for um ex CVM não tem graça) para comandar o “espetáculo” com uma borduna na mão e ficar em uma salinha escondido, esperando o final do conclave para brindar com garrafas de Veuve Clicquot. Estarei lá para conferir, sem brindes por favor.

Investidores, especialmente os institucionais, não enxergam que um ganho momentâneo de algumas migalhas por intermédio de operações “criativas” torna o mercado suscetível a novas “aventuras”: um papel em branco aceita qualquer desaforo, ainda mais se vier anexada uma “fairness opinion” de um grande banco.

O que querem? Ficar correndo atrás de gestor que ofereça um ETF meia boca ou fomentar o mercado local?

Estão arrumando um jeito de aniquilar a já corroída confiança do nosso minúsculo mercado (vale mais abrir o capital lá fora?).

Abraços a todos,
Renato Chaves

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