E viva o IBGC, apesar dos pesares.

 

Assembleia dia 30/3. Volto ao IBGC depois de um longo período desfiliado, lembrando que sai por discordar do tratamento meigo oferecido à Odebrecht (eu tentei expulsá-la do quadro de sócios e o comitê de ética optou por aplicar uma “severa” suspensão de 6 meses), e me deparo com algumas esquisitices do passado.

O processo eleitoral, por exemplo, continua com o mesmo vício. Ora bolas, a imensa maioria dos associados do Instituto é de gente experiente, muitos da categoria idoso 60+(acabo de entrar), que não precisa ser tutelado por um comitê de iluminados para escolher candidatos ao Conselho. Não é tutela? Então o que é? Está escrito que o tal Comitê “tem por finalidade indicar candidatos ao conselho de administração do IBGC, empregando os melhores esforços e julgamento dos membros para bem orientar tanto os candidatos quanto os associados no processo de eleição de conselheiros do instituto”. Orientar os associados significa....?

No passado, e bota passado nisso, fui procurado por um membro desse Comitê que me confidenciou que eles procuravam definir um certo padrão para a escolha dos indicados - pessoas que trabalham na busca do consenso, por exemplo - e candidatos com perfil mais polêmico, “provocadores” no bom sentido, não eram desejados. Diversidade? Só de gênero (pelo menos isso...).

Abre parênteses: a história nos monstra que o comitê de indicação é uma importante “ferramenta de apoio” ao conselho de administração de uma empresa listada sem controladores, especialmente naquelas com a base acionária extremamente fragmentada. Nessa situação o CAdm ganha um protagonismo na hora de convocar uma assembleia, que pode não acontecer simplesmente por falta de quórum; na mesma linha o CAdm indica uma chapa para eleição de conselheiros, evitando assim que a eleição não aconteça pela falta de candidatos, reflexo da falta de articulação de uma base acionária extremamente fragmentada. Fecha parênteses.

Voltando ao nosso querido IBGC temos, para macular de vez o processo eleitoral, uma “cédula eleitoral” que induz o eleitor a votar na "lista dos iluminados", pois esse grupo vem destacado na cédula... depois vem o "resto" dos candidatos.

Por que não uma lista única em ordem alfabética, com os candidatos "escolhidos/diferenciados" marcados com um simples asterisco?

Façamos um teste: nas últimas 3 eleições quantos candidatos de fora da lista foram eleitos?

Abraços fraternos,

Renato Chaves


Comentários

  1. Escrevi mensagem similar, inclusive enviei para alguns membros do conselho e alguns candidatos. Parabéns pela manifestação.

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    1. Pois é, parece que a insatisfação só cresce....

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