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16 de fevereiro de 2021

Quem se importa com a governança?


O artigo do jornalista Tom Braithwaite, publicado no Financial Times e Valor Econômico em 07/2/2021 com o título “Quem se importa com presidentes de conselho independentes: Conflito de interesses nas instâncias decisórias chama atenção apenas quando a performance das ações deixa a desejar”, traz uma abordagem provocativa, questionando a postura dos investidores que fazem vista grossa para a atuação de ex executivos como presidentes de conselhos de administração.


Venho criticando essa postura há tempos, denunciando o discurso vazio de investidores/gestores sobre a utilização de aspectos de ASGI na seleção de ativos. Puro blábláblá.


Por exemplo, o leque de oportunidades para investir em empresas corruptoras o Brasil é enorme (corrupção ativa com direito a setor de operações estruturadas e executivo com dedicação integral para negociação de propinas). Algumas são tão queridinhas do mercado que pertencem ao índice Ibovespa.


Tem gigante petroquímica controlada pela turma do Marcelinho da Bahia; tem empresa que transformava moedinhas de pedágio em propina e empresa aérea que “financiava” as peripécias de “Dudu Bangu 8” na Câmara dos Deputados com contratos de propaganda por anúncios nunca veiculados em sites do “lustroso” deputado. Que tal uma farmacêutica que bajulava famosos senadores com pacotes de dinheiro sujo, incluindo o imponente bigodudo da famosa frase “com o Supremo, com tudo”? Tem oportunidade na área de telecomunicações, famosa por “interagir socialmente” com o ex senador “Mineirinho” que usava uma ONG comandada por sua família; e ainda aproveitar o mais recente escândalo de pagamento de propina para servidores da Receita Federal por operadores de planos de saúde e pacotes de turismo.


Oportunidades não faltam. O que falta é vergonha na cara dos gestores que negligenciam diariamente o seu dever fiduciário alocando recursos de clientes em empresas com DNA podre – no mundo corporativo pau que nasce torto nunca se endireita.


Abraços fraternos,

Renato Chaves

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