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5 de abril de 2014

Doação para campanha política: transparência já !!!




Ushuaia, Patagônia Argentina

Enquanto não se chega a um entendimento sobre doações de empresas para campanhas políticas – particularmente sou contra – os investidores necessitam saber, de forma clara e direta, se a empresa está destinando recursos, e com que interesse.

O fato é que o tema é tratado como um verdadeiro tabu: o conselho de administração é informado, mas faz questão de manter o assunto longe das pautas e atas, no melhor estilo “não sujo minhas mãos com isso”. Muitas vezes o investidor descobre pelos jornais, a partir de um trabalho investigativo de algum repórter mais astuto que se debruça sobre planilhas do TRE. Não deveria ser assim...

É natural que os executivos queiram fazer a “política da boa vizinhança”, ajudando a construir uma praça para a comunidade, reformando uma escola, etc. Esse tipo de atitude funciona como uma recompensa aos eventuais danos/incômodos que a presença da empresa traz para a sociedade. Mas o que dizer de doações vultosas em dinheiro para o caixa nacional de um partido? Existe algum interesse obscuro?

O que o executivo tem que entender é que uma política formalizada protege a empresa, transferindo para o conselho o poder de dizer não.

Se você é conselheiro de administração exija a construção de uma política para o tema. E se você é conselheiro fiscal fique de olho nos aumentos expressivos de gastos com publicidade (lembrando que o “Valerioduto” foi utilizado direta e indiretamente em pelo menos 3 empresas de capital aberto) e contribuições extraordinárias para institutos “empresariais”, pois alguns servem de “barriga de aluguel” para doações indiretas.

P.S: sou contra a doação de empresas, mas faço doações como pessoa física.

Abraços a todos,
Renato Chaves

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