Uma andorinha só não faz verão.
A excelente indicação de um funcionário de carreira da CVM para a
última vaga de diretor (Antonio Carlos Berwanger) resgata uma antiga tradição e
me dá munição na defesa na bandeira “por uma CVM que fiscalize e não
contemporize”. Ninguém suporta mais tanta leniência, tanta bondade no tratamento
sempre doce com os tubarões do mercado, na linha de sempre inocentar os
açougueiros de plantão, e por outro lado, deixar a aplicação de multas pesadas para
os bagrinhos, aqueles ilustres desconhecidos que vivem de aplicar golpes na
praça.
Vocês nunca verão um voto “lacrador”, enfático, de um diretor de
“mercado”, afinal se ele “fecha” uma posição dura para um tema polêmico ele irá
afugentar clientes no futuro. Por isso esses diretores de “mercado” sempre ficam
em cima do muro ou adotam uma postura pró-controlador, quando o tema é polêmico,
como por exemplo quando da discussão sobre uma OPA mandatória.
Precisamos de um Colegiado formado exclusivamente por funcionários
de carreira do Estado (CVM, BACEN, AGU, Receita Federal, etc), gente sem “rabo
preso” com o mercado, que não dependa da captura de clientes quando do término
dos seus mandatos.
Abraços fraternos,
Renato Chaves
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