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3 de janeiro de 2015

De pai para filho.... Pode isso Arnaldo?

Quem é pai sabe que falta experiência para um jovem de 24 anos assumir uma empresa de capital aberto, com ativos de R$ 4,6 bilhões e receita bruta anual de R$ 2,4 bilhões. Afinal, o mundo corporativo não é novela global nem conto rodriguiano e os head hunters estão aí para isso – selecionar os candidatos que melhor se adequam às necessidades da empresa naquele momento. E no caso de executivos do chamado “C level” (CEOs, CFOs, etc) esse auxílio externo é imprescindível.

A média de idade dos CEOs das 100 empresas mais líquidas da bolsa - 53,3 anos - reforça esse sentimento (média extraída do Anuário de Governança Corporativa das Companhias Abertas 2014 da Revista Capital Aberto). E mais: das 100 empresas um caso igualmente gritante, com um CEO de 34 anos, guarda semelhança com o caso em questão, pois também temos um pai como presidente do conselho de administração e acionista controlador.

Como um emprego no banco de investimento que presta serviços para a família/empresa não parece ser suficiente para referendar um candidato, só resta a outra opção: trata-se de um típico caso de abuso do controlador, daqueles que merece ser investigado pela CVM.

Abraços a todos,

Renato Chaves

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