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10 de janeiro de 2015

Códigos de Ética: o abismo entre o discurso e a prática.

O discurso da empresa cheirosinha: “a credibilidade em nossa Cia é um ativo relevante e inegociável.... também inclui nosso comprometimento, pessoal e profissional, de agir sempre com honestidade, integridade, responsabilidade e respeito... Como associado, você tem a responsabilidade de preservar a reputação da Cia.”

A prática: recente decisão do STJ concluiu que “representa violação contratual a conduta do locatário que, a despeito de ter assumido a obrigação de efetuar pagamento do aluguel com base no faturamento, instala ponto de vendas de produtos pela internet, que são faturados em nome de empresa diversa”. Em bom português, a empresa cheirosinha fraudava o locador de imóvel (um prestigiado shopping center na Cidade Maravilhosa), com base em uma decisão estratégica de sua Administração.

Esse mesmo grupo controla outra empresa conhecida no mercado pela postura agressiva de gerentes na área de vendas. Quem entra na empresa sabe que está entrando em um “moedor de carne humana” (frase que ouvi de um excelente profissional que saiu da Cia. por vontade própria depois de 3 anos de sofrimento). Fato comprovado pela condenação pelo TRT-RN em 2006 por conta do tratamento vexatório dispensado aos trabalhadores que não atingissem metas de vendas. Receber e ouvir insultos, pagar flexões de braço, dançar na boquinha da garrafa, assistir à reuniões em pé, desenhar caricaturas no quadro, virar a mesa da equipe que não batia as metas, fantasiar-se e sair andando pelas dependências da empresa, atribuir apelidos, inclusive, reveladores de certo grau de discriminação, e mais outras tantas prendas, eram práticas impostas aos empregados que não atingiam as metas exigidas pelos supervisores da Empresa. Resultado: multa de R$ 1 milhão e a assinatura de um TAC. Nada que uma loira gelada na mesa de um bar não resolva.

Pois bem, esse mesmo grupo é idolatrado pelo mercado, que lê biografia chapa-branca como quem lê um livro auto-ajuda e fica atento às novas investidas do trio, que de bobo não tem nada. Ética definitivamente não se escreve com G...

Aliás, todos os investidores institucionais deveriam excluir esses ativos de suas carteiras, especialmente os signatários do PRI (Principles for Responsible Investment).

Abraços a todos,

Renato Chaves

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