Indicações para CVM: mais do mesmo.
Mais dois advogados, consolidando uma burra tradição. Esqueçam a
diversidade: economista, contador, administrador, todos são uns inúteis quando
o assunto é regulação no Brasil. Mulheres para que? Uma outra Marina iria
causar constrangimento com votos desalinhados com a mediocridade que impera na
Rua 7/9.
Parece que o “Ibrahim Sued do mercado” tinha razão: o grupo
político conhecido como Centrão agora nomeia o Xerife, sabe-se lá com que
intenções. Orçamento apetitoso é que não é... Dizem que foi um processo negociado,
que envolveria a votação da indicação do novo Ministro do STF no Senado – pausa
para o vômito. Será que teve dedo do açougueiro? A área técnica da CVM deve
estar “adorando”, haja vista os recentes casos de absolvição ampla, geral e
irrestrita que jogaram as peças de acusação na lata do lixo.
A turma que pratica o coronelismo societário, assessorados por
Darth Vader e seus asseclas, também deve estar em delírio.
A partir de agora o placar dos “grandes” julgamentos começa com
2x1 a favor da bandidagem, essa gente que usa as empresas de capital aberto como
se fosse o produto doméstico NEVE: os dois diretores “antigos” sempre a favor
da absolvição ou assinatura de um terminho de compromisso e a valente diretora Marina
sempre votando em linha com as peças de acusação, ou seja, pela condenação.
Isso nos julgamentos dos tubarões; nos julgamentos de bagrinhos, como os “faraós
de bitcoins” e outros “zéninguéns” que montam pirâmides sem registro na Rua 7/9,
o Xerife continuará implacável, aplicando multas altíssimas, que aliás nunca
serão pagas.
Sem conhecermos o viés do “diretor novo” (pró absolvição ampla,
geral e irrestrita ou “faca nos dentes”) o perfil do futuro Colegiado dependerá
do 5º diretor, que ainda será indicado. Se for mantida a tradição e for
escolhido um funcionário de carreira, o Colegiado viverá em clima de decisão
por pênaltis, com o placar das votações sempre no 2x2. Isso porque o diretor de
origem “chão de fábrica” tende a votar em linha com as peças de acusação formuladas
pela área técnica. Abre parênteses: a competente área técnica da CVM não formula
acusações de forma leviana, sem convicção; se está acusando é porque o agente
de mercado aprontou. Fecha parênteses. Mas se o 5º diretor for um advogado “externo”,
gente ”de mercado”, aí teremos a consolidação da “terra de Marlboro” no nosso
combalido mercado de capitais, restando a quem é de rezar que reze, quem é de
batucar que batuque, quem é de meditar que medite e quem é de correr que corra.
Abraços fraternos,
Renato Chaves
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