Boas-vindas

Caro visitante,
A proposta do Blog da Governança é estimular o livre debate em torno de tópicos atuais relacionados com o tema Governança Corporativa.
Fiel ao compromisso com a transparência, o espaço pretende também funcionar como um fórum de estímulo ao ativismo societário (ou ativismo participativo), com foco na regulação para as empresas de capital aberto.

25 de fevereiro de 2012

O controle em empresas investidas por fundos de private equity é satisfatório?

Talvez um dos maiores desafios dos fundos de private equity seja disseminar a cultura de controle nas empresas investidas. Isso porque tais empresas normalmente têm estruturas relativamente simples, onde a figura do empreendedor é forte o suficiente para jamais ser contestada. Vale a lógica: se chegamos onde estamos fazendo tudo da forma como o “dono” determina, por que mudar?
O fato é que a chegada de um novo investidor traz certo “desconforto” para a organização, pois a ausência de registros organizados e a existência de alguns processos “informais” deixam de ser admitidos. Tanto é que muitas vezes esse tipo de investidor negocia, logo na entrada, a substituição do diretor financeiro/tesoureiro, de perfil conservador e “amigo” do dono, por um profissional de “mercado”, sem qualquer vínculo anterior.
Pois bem, gostaria de compartilhar uma agradável conversa que tive recentemente com duas figuras apaixonadas pelo nosso mercado de capitais: Thomás Tosta de Sá e Mario Bandeira de Freitas, ambos do IBMEC-Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais. Na simpática acolhida conversamos sobre o tema e a ideia de “compartilhamento” de um profissional experiente em controles por empresas “emergentes” me pareceu ótima. Partindo do pressuposto que empresas de médio porte não têm condições de aumentar suas estruturas e pagar um profissional experiente para a área de controle, os fundos de private equity poderiam indicar um único profissional para atuar em 4/5 empresas, tendo a sua remuneração rateada. Para o investidor ficaria a certeza de que todos os gastos são monitorados semanalmente, in loco (a cada folha de cheque emitida...), e para a organização ficaria a certeza de que tal monitoramento existe e é realizado por um profissional experiente, “estranho” aos quadros da empresa (não é “amiguinho” dos donos), que não tem dia certo para chegar, mas que sempre aparece. Poderíamos chamar o cargo de controladoria não residente.
Fica aí a sugestão.
Abraços a todos e uma boa semana,
Renato Chaves

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Caro visitante, apesar da ferramenta de postagem permitir o perfil "comentário anônimo", o ideal é que seja feita a identificação pelo menos com o 1º nome. A postagem não é automática, pois é feita uma avaliação para evitar spams. Agradeço desde já a sua compreensão.