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29 de dezembro de 2017

2017: um ano estranho para o mercado de capitais.


Teve gente pisoteando o conceito “uma ação, um voto” ao defender o voto múltiplo, mais conhecido como o “retorno ao século XX”. Sinceramente não entendo o que esse povo, mais conhecido como “a vanguarda do atraso”, tem na cabeça.

Teve gente esperneando contra o “pratique ou explique” da CVM sob a esdrúxula argumentação de excesso de regulação/custos. Não quer ser transparente? É muito simples, basta fechar o capital.

Teve o jeitinho brasileiro para flexibilizar as regras dos segmentos de listagem diferenciados da Bolsa (empresa com PN no nível 2, por exemplo). Coisa feia... Assunto tratado pela Amec em uma de suas polêmicas cartas (https://www.amecbrasil.org.br/cartaamecpresi-n-142017/). Problemas com “board interlocking”? Imagina... (existem vários livros/estudos sobre o tema). Como diria Lenine: “Isso seria só por uma vez, uma vez só em toda a minha vida, ou talvez duas, mas não mais que três”. Três conselheiros em comum é um pouco demais, né não?

E a reforma dos níveis diferenciados de governança? Que decepção... O Nível 2 virou abóbora de conto de fadas.

Acreditem, teve empresa importante, dessas que valem muito, migrando para o Novo Mercado sem a devida transparência sobre a remuneração de Administradores. Um passo para frente, porém...

Mas teve também negativa da CVM a propostas de termos de compromisso de acusados de insider trading. Bela postura do renovado Colegiado, pois esse tipo de crime tem que ser julgado, nada de engavetar sem confissão de culpa – só o julgamento educa o mercado !

Teve a majoração das multas, a possibilidade de acumulação de penas e a criminalização do repasse de informações sigilosas, tudo isso na Lei nº 13.506.

Mas passamos a virada de ano sob o risco de vermos empresa listada corruptora, que confessou culpa por corrupção em acordo de leniência com autoridades nacionais e estrangeiras, assinando um terminho de compromisso com a CVM, sem confissão de culpa. Seria o cúmulo da esculhambação.... Já não basta aparecerem no ranking de empresas com boa reputação? Vamos aguardar o desenrolar do processo sancionador que corre em sigilo na CVM.

Que venha 2018.


Abraços a todos e um Feliz Ano Novo,
Renato Chaves

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