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Caro visitante,
A proposta do Blog da Governança é estimular o livre debate em torno de tópicos atuais relacionados com o tema Governança Corporativa.
Fiel ao compromisso com a transparência, o espaço pretende também funcionar como um fórum de estímulo ao ativismo societário (ou ativismo participativo), com foco na regulação para as empresas de capital aberto.

27 de agosto de 2016

Olho vivo em contratos de publicidade.

Funciona mais ou menos assim: as agências de publicidade são contratadas para produzir o material e escolher/negociar com os veículos de divulgação. Rola muito dinheiro, especialmente nas empresas que exploram o varejo, como no ramo da telefonia móvel....

Para piorar a situação geralmente quem negocia com as agências é o diretor de marketing/comunicação, que é o “usuário” do serviço, seja a empresa pública ou “privada”.

Para o conselheiro fica difícil aferir o custo de cada campanha (são várias ao longo do ano) e a relação com as agências de publicidade.

Por isso que deve ter conselheiro de certa empresa listada preocupado, pois a toda poderosa diretora de marketing foi “saída” da empresa sob a acusação receber milhões de reais em propinas de agências de publicidade, além de receber o “agrado” de empregar o marido em uma dessas agências (a mesma que já freqüentou recentemente o noticiário político/policial) e uma ajuda para o aluguel de uma mansão. Que por sinal não ficava em Maricá, mas em Itatiba – coisa fina, de gente diferenciada.

Abraços a todos,

Renato Chaves

20 de agosto de 2016

Contratação de consultorias merece a atenção de conselheiros.

O que representam alguns milhões em faturamentos bilionários? Muito pouco, ou quase nada, como diria Nando Reis. Por isso, muitas vezes passam despercebidos dos conselheiros fiscais os pagamentos feitos a consultorias.

Além do recente caso da contratação por grandes empresas de mafiosos travestidos de consultores tributários, temos que olhar com atenção a contratação de escritórios de advocacia, especialmente aqueles comandados por parentes de políticos. Muitas vezes o valor da contratação é incompatível com objeto do contrato, trazendo dúvidas sobre o real interesse das partes.

Conversas ao mar de Guarajuba dão conta que teve irmão de deputado faturando alto em S.A. listada ....

A conferir.

Abraços a todos,

Renato Chaves

13 de agosto de 2016

Empresa quebrada e ex CEO milionário...

O lucro sumiu
A receita minguou
E agora José/John Smith? (respectivamente moradores de Copacabana e do Bronx)

Empresa que troca constantemente de CEO chama a atenção.

Mas ao analisar a lista de credores apresentada no âmbito de um recente processo de recuperação judicial o investidor toma um susto: como pode o ex CEO figurar como um importante credor da combalida empresa (mais de R$ 16 milhões !!)? Pode isso Arnaldo?

Bônus por performance certamente não é uma boa justificativa, considerando que a “grande” operação de reestruturação comandada pela mente brilhante de além-mar “fez água”, recheada de reclamações na Justiça/CVM.

Será que o conselho de administração teve ciência de “todas” as condições contratuais? Será que autorizou formalmente um “bônus de saída”, mesmo com a fracassada gestão? Se houve autorização cabe aos acionistas avaliarem as justificativas para tamanha bondade...

Com a palavra a CVM, considerando que a área de RI não liga para pequenos investidores....

Abraços a todos,

Renato Chaves

6 de agosto de 2016

Trocando ações ON por quotas de FIP: quando o nosso mercado de capitais causa inveja ao Dick Vigarista.

Quando parece que já vimos de tudo, de banqueiro baiano a piloto de lancha que tentam conquistar o mundo, surge uma operação recheada de maldade, daquelas para envergonhar todos que trabalham no mercado. Daquelas de deixar até o Mutley sem ação, ironicamente apelidadas de “Caracu”.

De onde surgem essas idéias? Onde se formam esses bilhantes advogados e financistas que mais parecem roteiristas de dramalhão mexicano? O que comem? Que marca de celular eles usam?

Parodiando uma notável apresentadora de TV: você pode pensar em substituir pasta de dente por cúrcuma, mas trocar ações ON de uma empresa de Novo Mercado por quotas de um FIP parece coisa pra otário...

Um verdadeiro acinte contra o mercado, que por vezes fica no “corner”.

Abraços a todos,

Renato Chaves