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Fiel ao compromisso com a transparência, o espaço pretende também funcionar como um fórum de estímulo ao ativismo societário (ou ativismo participativo), com foco na regulação para as empresas de capital aberto.

5 de dezembro de 2015

Lista atualizada de empresas que escondem informações sobre remuneração.

O nosso mercado de capitais está ruim, mas sempre tem espaço para piorar.... Pelo menos em termos de transparência.

É o que nos revela o respeitado Anuário de Governança Corporativa da Revista Capital Aberto, lançado em novembro com informações coletadas dos Formulários de Referência das 100 empresas mais negociadas na bolsa de SP. A falta de compromisso com a transparência de grandes empresas é entristecedor, com o número de empresas que utilizam espontaneamente a Liminar IBEF para esconder informações sobre as remunerações mínima, média e máxima de seus Administradores subindo de 33 empresas no Anuário de 2014 para 34 empresas. Pura covardia ao enfrentar a CVM por meio de terceiros......... Uma vergonha para o nosso mercado de capitais. Vale lembrar que o universo de empresas analisadas muda de um ano para o outro, por conta da dinâmica do critério utilizado – as empresas mais líquidas. 

Eis a lista atualizada:

1.   Alpargatas
2.   B2w
3.   Brmalls
4.   Bradesco
5.   Bradespar
6.   Braskem
7.   CCR
8.   Cielo
9.   Cosan
10.              CPFL
11.              CSN
12.              Duratex
13.              Embraer
14.              Even
15.              Fibria
16.              Gerdau
17.              Gol
18.              Iguatemi
19.              Itau
20.              Itausa
21.              Kroton
22.              Lojas Americanas
23.              Metalúrgica Gerdau
24.              Minerva
25.              Multiplus
26.              Oi
27.              Pão de açúcar 
28.              Rumo
29.              Santander
30.              Suzano
31.              Telefonica
32.              Tim
33.              Vale
34.              Via Varejo

Acontece que esse comportamento covarde, que só atende aos interesses particulares dos executivos, está chamando a atenção de importantes investidores, associações/institutos e consultorias internacionais de recomendação de voto, já existindo pronunciamentos de que o voto contrário às propostas de verba global de remuneração nessas empresas será o padrão nas próximas assembleias. Espero que o constrangimento de receber inúmeros votos contrários, especialmente de investidores estrangeiros, faça essas empresas recuarem, desistindo do uso da liminar.

Abraços a todos,

Renato Chaves

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