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A proposta do Blog da Governança é estimular o livre debate em torno de tópicos atuais relacionados com o tema Governança Corporativa.
Fiel ao compromisso com a transparência, o espaço pretende também funcionar como um fórum de estímulo ao ativismo societário (ou ativismo participativo), com foco na regulação para as empresas de capital aberto.

18 de abril de 2015

Assembleias de abril: chegou a hora de dizer não à falta de transparência.

O caminho nos foi apresentado pelas consultorias de voto ISS (Institutional Shareholder Services Inc.) e Glass Lewis: votar contra a proposta de verba global em empresas que afrontam a CVM se negando a divulgar as informações requeridas no item 13.11 do Formulário de Referência (remunerações mínima, média e máxima dos Administradores).

O assunto vem ganhando importância na medida em que estudos acadêmicos (vide postagem de 29/3) revelam que no Brasil os executivos garantem remunerações de jogadores de futebol europeu às custas do retorno dos investidores.

Remunerações galácticas de um lado, retornos pífios e até negativos do outro. E a argumentação para sustentar a verdadeira farra dos executivos é sempre a mesma: empresa grande tem que pagar muito para conseguir capturar os melhores talentos. Talentos esses que depois de dois, três anos de remunerações nababescas vão embora sem deixar saudade. A remuneração estratosférica, ao invés de criar compromisso com a empresa e incentivar a adoção de medidas que agreguem valor no médio/longo prazo, termina criando uma legião de executivos “olho grande”, seduzidos pelo bônus de contratação, mas sempre de olho no bônus de saída. Falta de transparência para atender questões personalíssimas, como medo da Receita Federal e da ex exposa.

E não custa nada lembrar a lista das empresas que agridem a transparência ao negarem a divulgação das informações requeridas no item 13.11 do Formulário de Referência (remunerações mínima, média e máxima dos Administradores - lista construída com base nas informações divulgadas no Anuário de Governança Corporativa das Companhias Abertas 2014 da Revista Capital Aberto):

1.   ALL
2.   B2W Digital
3.   Bradesco
4.   Bradespar
5.   Braskem
6.   Brookfield
7.   CCR
8.   Cielo
9.   Cosan
10. CPFL Energia
11. CSN
12. Duratex
13. Embraer
14. Even
15. Eztec
16. Fibria
17. Gerdau
18. Gol
19. Iguatemi
20. IMC
21. Itausa
22. Itaú Unibanco
23. Kroton
24. Lojas Americanas
25. Minerva
26. Multiplus
27. Oi
28. Pão de Açúcar
29. Santander Brasil
30. Suzano
31. Telefônica Brasil
32. Tim
33. Vale
  
Abraços a todos,

Renato Chaves

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