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Fiel ao compromisso com a transparência, o espaço pretende também funcionar como um fórum de estímulo ao ativismo societário (ou ativismo participativo), com foco na regulação para as empresas de capital aberto.

29 de março de 2015

A farra do bônus: apertando o cerco nas empresas pouco transparentes.

Pois é, não é só o Blog da Governança e a turma do proxy voting (Glass Lewis e ISS) que gritam contra a falta de transparência no Brasil sobre o tema “remuneração de Administradores”.

Matéria publicada na última edição da revista Exame (“Só o bônus cresceu”), da jornalista Aline Scherer, reforça o sentimento de que esse tema vive em uma cortina de fumaça.

Os números do estudo da PwC e FGV apresentados na reportagem revelam, por exemplo, que 80% das empresas da amostra sofreram queda no lucro entre 2010 e 2013, mas seus executivos embolsaram bônus 4% maiores (universo de 62 empresas listadas no Novo Mercado). É a velha teoria “farinha pouca, meu pirão primeiro”.

Os acionistas minoritários pagam a conta sem saber (ou será que não se esforçam para saber?), mas os controladores o fazem de forma deliberada. Aceitam pagar mais para ter a conivência de executivos na implementação de estratégias pra lá de duvidosas. Uma questão comportamental dessa turma que só tem compromisso com o bolso da própria calça. Pronto, falei.  

E nunca é demais lembrar a lista das empresas que de forma covarde afrontam a CVM, ao negarem a divulgação das informações requeridas no item 13.11 do Formulário de Referência (remunerações mínima, média e máxima dos Administradores), e que por isso merecem ter suas propostas de verba global reprovadas nas AGOs (lista construída com base nas informações divulgadas no Anuário de Governança Corporativa das Companhias Abertas 2014 da Revista Capital Aberto):

1.   ALL
2.   B2W Digital
3.   Bradesco
4.   Bradespar
5.   Braskem
6.   Brookfield
7.   CCR
8.   Cielo
9.   Cosan
10. CPFL Energia
11. CSN
12. Duratex
13. Embraer
14. Even
15. Eztec
16. Fibria
17. Gerdau
18. Gol
19. Iguatemi
20. IMC
21. Itausa
22. Itaú Unibanco
23. Kroton
24. Lojas Americanas
25. Minerva
26. Multiplus
27. Oi
28. Pão de Açúcar
29. Santander Brasil
30. Suzano
31. Telefônica Brasil
32. Tim
33. Vale

Por fim, fica a triste constatação da repórter: “apesar de apresentar um descompasso parecido, o mercado brasileiro está longe de observar reações como as dos investidores americanos”.

É hora de reagir e VOTAR CONTRA as propostas de verba global nas AGOs de abril.

Abraços a todos,

Renato Chaves

Um comentário:

  1. Maria Elena Gava30/03/2015 18:59

    Que interessante! Sempre as mesmas! Sonegação de informações requeridas no Formulário de Referência, "liminar "Mandrake", "farra do bônus". Essa lista não muda!

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