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Caro visitante,
A proposta do Blog da Governança é estimular o livre debate em torno de tópicos atuais relacionados com o tema Governança Corporativa.
Fiel ao compromisso com a transparência, o espaço pretende também funcionar como um fórum de estímulo ao ativismo societário (ou ativismo participativo), com foco na regulação para as empresas de capital aberto.

29 de março de 2014

IBGC: eleição 2014.



Como diz a turma do Centro Oeste não dá para agradar gregos, troianos e goianos. Então fico com os amigos goianos, além dos paulistas, mineiros, cariocas, etc. Bateu na trave, como se fala no jargão futebolístico - com 170 votos  fiquei na 10ª colocação entre os 15 candidatos – uma diferença de 14 votos para o último candidato eleito.

Sei que alguns questionam minha postura crítica, especialmente no que diz respeito ao uso de termos de compromisso pelo regulador no julgamento de infrações grave, algo comparável à concessão de ficha limpa para políticos corruptos. Se atacar “pega mal”, por que essas mesmas vozes não se levantam para defender o regulador que é afrontado pelo corporativismo dos executivos, que covardemente elegeram um “instituto chapa branca” para questionar judicialmente a CVM? Vale lembrar que a divulgação de remuneração está prevista no Código de Melhores Práticas do Instituto.

Desejo sucesso para o novo conselho, mas especialmente coragem para atacar as contradições que povoam o nosso querido IBGC.

Eis o resultado oficial da eleição:

CANDIDATOS
VOTAÇÃO
Boris Petrovich Poluhoff  
107
Eduardo Georges Chehab
139
Eliane Aleixo Lustosa*
338
Emílio Carazzai*
225
Fernando Alves*
220
Luiz Carlos de Queiroz Cabrera*
258
Marcus Antônio Tofanelli
93
Marta Viegas Rocha*
263
Martin Roberto Glogowsky
115
Oscar Boronat Vallverdú
144
Renato Sobral Pires Chaves 
170
Ricardo Egydio Setubal*
377
Robert Juenemann*
190
Roberto S. Waack*
184
Sandra Guerra*
401


 * candidatos eleitos



Agradeço mais uma vez os votos recebidos e bola pra frente.

Abraços a todos,
Renato Chaves

22 de março de 2014

IBGC: tempo de refletir, tempo de mudar.


Nascido em 1995 como Instituto Brasileiro de Conselheiros de Administração (IBCA), o IBGC mudou muito ao longo desse tempo. Virou referência no ensino e disseminação das boas práticas de governança corporativa, mas junto com os bônus da maturidade surgem algumas contradições.
 
Alguns dos papos mais animados nos cafezinhos dos Congressos revelam o incômodo com a presença dos chamados “associados pessoa jurídica”. São grandes empresas, geralmente de capital aberto, que pagam anuidades entre R$ 12,5 mil e R$ 28 mil. O dinheiro é bem vindo, mas será que são empresas que merecem receber o “selo” IBGC?

Já vivi uma situação parecida e, muito incomodado, abri mão de um excelente salário – trabalhava do lado de casa e tinha vista para o Pão de Açúcar !!! Será que não está na hora do IBGC fazer o mesmo, abrindo mão dos associados PJ diante da falta de compromisso de alguns com as boas práticas de governança corporativa?

Se analisarmos, por exemplo, quais associados divulgam a remuneração dos seus Administradores veremos que empresas associadas se escondem atrás da famigerada “liminar chapa branca carioca”. É isso que queremos? Empresas que patrocinam prêmios de governança, patrocinadores diamante de congressos, mas que afrontam a CVM usando de subterfúgios jurídicos? 

Temos que ter a coragem de desfiliar essas empresas e buscar mais associados pessoa física. Quem sabe reduzir a anuidade não incrementa o número de Joãos e Marias?

Uma verdadeira volta às origens...

Se você é filiado ao IBGC e considera que um ativista comprometido pode ajudar, eu peço o seu apoio/solicito o seu voto na assembleia do dia 25/3.

Abraços a todos,
Renato Chaves

17 de março de 2014

Carta aos associados do IBGC



 Caros Associados do IBGC,

Sou candidato a uma vaga no Conselho de Administração do IBGC com o firme propósito de contribuir para que o nosso Instituto passe a ser reconhecido como um fomentador de mudanças no mercado empresarial brasileiro.

Ao longo de anos como ativista no mundo da “governança corporativa” e contribuindo com o IBGC, seja como coordenador da Comissão de Cartas Diretrizes, coautor de livros ou como instrutor de cursos, pude observar que inegável reconhecimento do mercado está fundamentado na excelência de seus cursos, alguns comparáveis a cursos de pós-graduação.

Mas se educar é bom, transformar é melhor ainda. E a minha atuação, caso seja eleito, estará pautada na criação e implementação efetiva de uma política de ”advocacy”, para que o IBGC lidere mudanças na legislação que atrapalham o desenvolvimento das empresas, especialmente as de capital aberto. E isso passa por eliminar estorvos, como a obrigatoriedade de publicação de demonstrações financeiras, e pela criação de regras que aumentem a transparência, com a obrigatoriedade de divulgação de doações eleitorais, por exemplo.

Fazer o IBGC crescer o número de associados pessoas físicas pode ser importante, mas penso que o crescimento substancial somente ocorrerá quando as pessoas enxerguem no Instituto a possibilidade de atuar como agentes de transformação, e não como simples membros de uma renomada associação.
Avalio que meus passos ao longo de anos me credenciam a ocupar uma das vagas do conselho de administração. Procurei fazer isso na minha passagem pela Previ, quando lançamos e incentivamos a adoção de um Manual de Assembleias antes mesmo da CVM 481, além da busca da elevação dos padrões de governança nas empresas participadas.

Se você considera que um ativista comprometido pode ajudar, eu peço o seu apoio/solicito o seu voto.

Renato Chaves