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2 de novembro de 2014

Remuneração nebulosa, a falta de transparência e as aberrações do mercado brasileiro.

Os números apresentados pelo Anuário de Governança Corporativas das Companhias Abertas-2014 da Revista Capital Aberto assustam, ainda que a análise fique prejudicada pela falta de transparência de algumas grandes empresas que continuam escondendo os números "protegidas" por uma famigerada liminar (a lista das “inimigas da transparência” será atualizada brevemente....). Imaginem o que está debaixo do tapete...

1º grande susto: tem presidente de conselho ganhando mais que CEO. E não é um pouco mais, é muito mais !!! Vejam a lista:

  • BrInsurance: CEO (R$ 2,020 MM) x presidente do conselho (R$ 4,257 MM);
  • Marcopolo: CEO (R$ 2,982 MM) x presidente do conselho (R$ 4,060 MM);
  • Porto Seguro: CEO (R$ 2,0 MM) x presidente do conselho (R$ 7,874 MM);
  • Randon: CEO (R$ 2,403 MM) x presidente do conselho (R$ 3,592 MM);
  • WEG: CEO (R$ 381 mil) x presidente do conselho (R$ 781 mil).


Pode isso Arnaldo?

Imagino que nesses casos o CEO deve desempenhar atividades complementares, como a representação comercial da empresa, deixando o dia a dia com o presidente do conselho. Isso não dá certo, como já vimos no caso da empresa de abate de frangos que quebrou.

Interessante notar que geralmente o presidente do conselho é o antigo CEO, por vezes o próprio fundador da empresa, caso típico de quem não quer largar o osso. Nesses casos parece que a melhor explicação é o uso da remuneração de conselheiro como dividendos complementares.

Pois é, os investidores passam um cheque em branco na AGO ao aprovar a verba global e o conselho beneficia o bolso do controlador. O discurso de turbinar a remuneração do CEO para atrair e reter bons profissionais vai por água abaixo.

Acorda investidor, você está sendo enganado.

Abraços a todos,

Renato Chaves

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