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14 de setembro de 2014

"Não pratique e não explique”.



O conceito “Pratique ou explique” é apregoado aos 4 ventos por ativistas de governança como sendo um avanço, um verdadeiro indutor da disseminação das boas práticas.

Deveria funcionar mais ou menos assim: a empresa que aderisse a um determinado código de boas práticas (o do nosso querido IBGC por exemplo), seria “obrigada” a explicar os motivos que a levam a não praticar determinado item do código. Pratique ou então explique porque não pratica. Simples assim.

Deveria funcionar, mas no Brasil não funciona. Inúmeras empresas assinam o código do IBGC e não praticam itens importantes, como a divulgação da remuneração dos Administradores e doações para campanhas políticas, e tudo fica o dito pelo não dito. Resumindo: a empresa “compra” um selo de boa governança e não deve explicações a ninguém.

A discussão fica que nem chiclete na boca de velho: inúmeras reuniões sem nenhuma definição, pois as grandes empresas, via ABRASCA, não aceitam explicar como brincam de transparência. Afinal, como uma instituição financeira pode explicar doações para campanhas eleitorais sem uma política clara, aprovada formalmente pelo Conselho?

Só tem um jeito: criar a lista das empresas que “não praticam e não explicam”. Quem sabe criando o constrangimento a transparência não melhora...

Abraços a todos,
Renato Chaves

2 comentários:

  1. O "name and shame" é um grande complemento ao "comply or explain", mas ambos funcionam muito melhor num país como a Inglaterra que no Brasil. Precisa haver fiscalização em cima do "não pratique ou não explique", e isso só acontecerá quando uma regra de "comply or explain" for adotada pela CVM ou pela Bolsa.

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    Respostas
    1. Prezado Lucas,
      Eu incluiria na lista o IBGC. Isso porque várias empresas aderem ao Código do Instituto e não praticam itens sensíveis. Não praticam e não explicam. Um abraço,
      Renato Chaves

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