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27 de julho de 2014

Empresas devem patrocinar o IBGC? Afasta de mim esse cálice...

Muito oportuno o esclarecimento que recebi da Administração do IBGC via blog (a informação não estava disponível no site do instituto e sim no estranho endereço http://goo.gl/DUHyjB): fiquei aliviado em saber que os “associados mantenedores” contribuem somente com 4,3% da receita total. Podemos concluir que eles podem sair do IBGC sem impacto significativo nas finanças.

Mas será que a presença de empresas carrega algum conflito de interesse?

Vejamos o caso do uso da liminar que afronta a Instrução CVM 480. Por que será que o IBGC não adota uma posição clara e firme de defesa da CVM, considerando que o nosso código defende exatamente a transparência desse tipo de informação? Será para não criar constrangimento com as inúmeras empresas associadas que se escondem covardemente atrás da famigerada liminar? Aliás, nesse ponto a CVM está sozinha, pois nem os ativistas defensores dos fracos e oprimidos querem arrumar confusão com as empresas mais poderosas do Brasil, como as mais VALEosas, os bancos que vivem na cidade do todo poderoso e os iChatos.

E o que dizer das empresas associadas que adotam posturas questionadas pela AMEC e importantes investidores, inclusive com inúmeros processos na CVM? Dá para conviver sem criticar, fingindo que todos são “límpidos” e que no mundo da governança tudo são flores? E ainda por cima receber patrocínios para eventos e até para o Congresso? Essas empresas são dignas para usar o “selo” de boas práticas?

Notem que é raro nos depararmos com representantes dessas empresas em comitês, até mesmo em eventos. Quando muito aparecem timidamente no Congresso, especialmente o pessoal de Minas.... Ou seja, pouco contribuem no desenvolvimento das boas práticas.

Traçando um paralelo: será que ativistas de governança podem se filiar à ABRASCA?

E vale lembrar que o IBGC nasceu da união de conselheiros.

Lugar de empresa é na ABRASCA !!!

Como diria Chico Buarque: "afasta de mim esse cálice".

Abraços a todos,
Renato Chaves


Um comentário:

  1. Será que esse assunto será abordado no 15º Congresso do IBGC em outubro?

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