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29 de junho de 2014

Laudo de avaliação: ninguém assume nada.

Parece que os bancos de investimento usam a ferramenta copiar/colar mais do que as planilhas eletrônicas na hora de elaborar um laudo de avaliação.
Isso porque as afirmações constantes do capítulo “Nota importante” são praticamente iguais e nos leva a concluir que os advogados trabalham mais do que os analistas na hora de emitir um documento que pretende “trazer conforto“.

a)   Caso de empresa de telefonia: “O [banco de investimento] presume e confia na exatidão, veracidade, integridade, consistência, suficiência e precisão de todas as Informações, seja por escrito ou por meio de discussão com os Representantes Indicados, seja por se encontrarem publicamente disponíveis, e não assume qualquer responsabilidade pela exatidão, veracidade, integridade, consistência, suficiência e precisão das Informações, tampouco em relação à forma como elas foram elaboradas. O [banco de investimento] assume que todas as Informações fornecidas ao [banco de investimento] ou de alguma forma disponibilizadas pela Contratante ou discutidas pelos representantes Indicados com o [banco de investimento] são completas, corretas e suficientes para fins da Avaliação, e que, desde a data da entrega das Informações e até o presente momento, não houve qualquer alteração material no negócio, na situação financeira, nos ativos, passivos, nas perspectivas de negócio, transações comerciais ou no número de ações da Companhia, bem como não houve qualquer outro fato significativo que pudesse alterar as Informações, ou torná-las incorretas ou imprecisas em quaisquer aspectos materiais ou que poderia causar um efeito material nos resultados da Avaliação”;

b)   Caso da fusão de empresas de aviação: “O [banco de investimento] presume e confia na exatidão, veracidade, integridade, consistência, suficiência, razoabilidade e precisão de todas as Informações Disponibilizadas, seja por escrito ou por meio de discussão com os Representantes Indicados, seja por se encontrarem publicamente disponíveis. Não fez parte de nosso trabalho nenhum procedimento de auditoria, due diligence ou consultoria tributária, e tampouco foram efetuadas investigações sobre os títulos de propriedade da empresa  envolvida neste Laudo de Avaliação, nem verificações da existência de ônus ou gravames sobre eles. O [banco de investimento] não assume qualquer responsabilidade pela exatidão, veracidade, integridade, consistência, suficiência, razoabilidade e precisão das Informações Disponibilizadas, tampouco em relação à forma como elas foram elaboradas....”

Imaginem uma consulta médica onde o médico afirma que está dando uma opinião baseado tão somente nas informações recebidas do paciente/cliente pagante.... Dá para confiar em um médico desses?

Abraços a todos,

Renato Chaves

Um comentário:

  1. Prezado Renato Chaves!

    Conforme meu comentário no seu post anterior o ideal é o avaliador ou empresa avaliadora, juntamente com auditor de sua confiança, primeiramente auditar a empresa para depois avaliar.

    Saudações.
    Fernando Bisotto

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