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A proposta do Blog da Governança é estimular o livre debate em torno de tópicos atuais relacionados com o tema Governança Corporativa.
Fiel ao compromisso com a transparência, o espaço pretende também funcionar como um fórum de estímulo ao ativismo societário (ou ativismo participativo), com foco na regulação para as empresas de capital aberto.

22 de março de 2014

IBGC: tempo de refletir, tempo de mudar.


Nascido em 1995 como Instituto Brasileiro de Conselheiros de Administração (IBCA), o IBGC mudou muito ao longo desse tempo. Virou referência no ensino e disseminação das boas práticas de governança corporativa, mas junto com os bônus da maturidade surgem algumas contradições.
 
Alguns dos papos mais animados nos cafezinhos dos Congressos revelam o incômodo com a presença dos chamados “associados pessoa jurídica”. São grandes empresas, geralmente de capital aberto, que pagam anuidades entre R$ 12,5 mil e R$ 28 mil. O dinheiro é bem vindo, mas será que são empresas que merecem receber o “selo” IBGC?

Já vivi uma situação parecida e, muito incomodado, abri mão de um excelente salário – trabalhava do lado de casa e tinha vista para o Pão de Açúcar !!! Será que não está na hora do IBGC fazer o mesmo, abrindo mão dos associados PJ diante da falta de compromisso de alguns com as boas práticas de governança corporativa?

Se analisarmos, por exemplo, quais associados divulgam a remuneração dos seus Administradores veremos que empresas associadas se escondem atrás da famigerada “liminar chapa branca carioca”. É isso que queremos? Empresas que patrocinam prêmios de governança, patrocinadores diamante de congressos, mas que afrontam a CVM usando de subterfúgios jurídicos? 

Temos que ter a coragem de desfiliar essas empresas e buscar mais associados pessoa física. Quem sabe reduzir a anuidade não incrementa o número de Joãos e Marias?

Uma verdadeira volta às origens...

Se você é filiado ao IBGC e considera que um ativista comprometido pode ajudar, eu peço o seu apoio/solicito o seu voto na assembleia do dia 25/3.

Abraços a todos,
Renato Chaves

Um comentário:

  1. Uma estratégia frequentemente utilizada por corporações para neutralizar manifestações contrárias a ela é remunerar possíveis atacantes. Dessa forma distribuem seus negócios por vários escritórios de advocacia, não privilegiando nenhum, mas contribuindo para o sustento de todos, pagando mensalidades a vários tipos de associações. Pode ser uma cooptação tática, pois as entidades pensam duas vezes antes de qualquer reação contrária. Acho que vale o IBGC dar transparência ao seu posicionamento ético em relação às nossas grandes empresas de capital aberto que não seguem as boas praticas de governança que ele promove.

    Silvia Pereira

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